Perspectivas

Demografia: em 14 anos (de 2000 a 2014), segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população brasileira cresceu de 169,8 milhões para 202,7 milhões – um aumento total de 19,4%. Além disso, a expectativa de vida dos brasileiros subiu de 62 anos em 1980 para 75 anos em 2014, reflexo da expansão econômica e da qualidade de vida nos últimos 30 anos, ainda colhendo os frutos do bônus demográfico e aliado a uma grande parcela de população jovem, criando fundamentos para uma crescente demanda por moradias.

Ainda segundo o censo do IBGE, entre os três estados mais populosos do Brasil estão São Paulo e Rio de Janeiro, ambos os mercados de concentração e foco de atuação do segmento Gafisa.

Socioeconômico: de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad), divulgada pelo IBGE, em 2012 o número de famílias superava 67 milhões, porém a densidade domiciliar (relação entre as pessoas moradoras nos domicílios particulares ocupados e o número de domicílios particulares ocupados) apresentou declínio de aproximadamente 14,1% na última década, amparada por fatores econômicos e culturais e propiciando assim uma contínua demanda por novas moradias.

Adicionalmente, o ambiente de estabilidade econômica alcançado no início da década de 90, e os recentes anos de expansão econômica, permitiram a manutenção de um reduzido nível de desemprego e o crescente aumento da disponibilidade real de renda.

Macroeconômico: a manutenção da taxa de juros em níveis reduzidos historicamente, aliada a estabilidade no nível de preços e ao desenvolvimento de mecanismos de fomento ao crédito imobiliário, permitiram uma forte expansão no mercado ao longo da última década com a relação crédito imobiliário / PIB alcançando 6,9% em 2013, mas ainda assim bastante defasada ante os demais países emergentes como México, Chile, África do Sul e China.

Riscos

Cenário econômico x Mercado imobiliário: a disponibilidade de crédito imobiliário, a inflação e as taxas de juros são fatores que podem impactar – positiva ou negativamente - a procura por imóveis.

Inflação: a inflação acarreta na redução do poder de compra da população e da atividade econômica, impactando diretamente o mercado imobiliário por meio da queda na capacidade de investimento da população.

Taxa de juros: o nível da taxa de juros também apresenta forte influência nas decisões de consumo e de investimentos da população.

Disponibilidade de crédito: ancorada por uma séria de fatores macroeconômicos e regulatórios, o crédito apresenta papel primordial na expansão do mercado imobiliário no Brasil, sem a qual tem sua capacidade de desenvolvimento seriamente reduzida.

Gráficos de Cotações